As questões por trás da busca pela perda de peso

Perda de Peso, Complexo Longevida

A cultura e a sociedade impõe um ritmo de alimentação muito rápida, com muitas distrações, pouco tempo para comer, sem horários pré-estabelecidos, alimentos considerados bons ou ruins.

Além disso, o comer intuitivo está sendo ignorado de tal forma que os indivíduos estão comendo baseados em um conjunto de regras e imposições de horários, sem sintonia entre a comida, corpo e mente.

Dessa forma, é importante que haja a conscientização de que os elementos internos de fome e saciedade comecem a ser trabalhados para voltarem a ser mais importantes que os elementos externos, além de mais paciência consigo para acreditar mais na intuição, em vez de considerar tanto as regras externas. 

Comer e realizando outras atividades.

O ato de comer enquanto realiza outras atividades, como assistir tv, ler, escutar música, dirigir ou estar no celular também pode levar os indivíduos a comer sem perceber.

Com a correria do dia a dia, as pessoas esqueceram de prestar atenção no que estão comendo e de apreciar de verdade o sabor, a textura dos alimentos.

Além disso, há sempre um julgamento sobre o que se come, sem nem mesmo observar o contexto em que aquele alimento está inserido, dos quais ONDE come, COM QUEM come, PORQUE come, somado à preocupação da quantidade de calorias dos alimentos.

As pessoas estão cada vez mais se afastando da comida natural e da culinária que tempera de forma caseira e se aproximam mais dos produtos industrializados, cheio de aditivos ou dos fast food que trazem a praticidade e rapidez que se espera na vida contemporânea.

Alimentos FIT

Os alimentos com o temo FIT tornou-se equivalência de saúde, lactose e glúten agora são mal vistos, como se alimentos que contém esses nutrientes ou doces e gorduras fossem engordativos por si só, e proibidos para os que os buscam o padrão estético imposto pela mídia.

O poder nutricional do alimento tem sido cada vez mais exaltado isoladamente, desconsiderando o real simbolismo da comida.

Devemos lembrar que esta por sua vez é usada em momentos de emoções negativas ou para prolongar as positivas, se muito felizes ou muito tristes e não há problemas em considerar a comida no âmbito emocional, porém quando essa atitude é usada para lidar com os problemas surge o comer emocional e se isso passa a ser recorrente aparece um comer transtornado.

Quando a relação com a comida nāo é trabalhada, as pessoas ficam em busca incessante por dietas diferentes, desencadeando o ciclo vicioso das dietas, o qual remete-se à um comportamento de restrição dos alimentos julgados ‘’ruins’’, atitude que só consegue ser sustentada por um curto intervalo de tempo, normalmente seguida da vontade de comer esse alimento proibido, e logo após, com um possível exagero alimentar e consequente sentimento de culpa aliado às frustrações por não ter persistido no foco da proibição,  gerando a nova necessidade se buscar outra dieta e uma nova tentativa para a perda de peso.

Necessidade da perda de peso

Infelizmente, todas as necessidades dos dias atuais, viraram urgência e precisam de resultados rápidos. Assim como a própria necessidade da perda de peso.

Muitas vezes essa necessidade, nāo é literalmente o que o indivíduo está disposto a lutar, mas é algo que ele simplesmente quer que aconteça ‘’da noite para o dia’’ e se decide que quer perder peso, isso precisa acontecer de imediato, até mesmo a qualquer custo. A questão é que as pessoa nāo estão mais nem querendo se responsabilizar ou implicar-se nesse processo, que como a palavra já diz, PROCESSO, algo fisiologicamente lento e gradual e que precisa de etapas e mudanças sustentáveis de estilo vida para que essa decisão nāo vire um efeito safona de perdas e ganhos.

Além disso ninguém é capaz de motivar ninguém, cada indivíduo tem a capacidade de se motivar ou desmotivar por meio de uma força interior e de suas próprias questões e próprios motivos, e estes sim, depois de descobertos,  podem ser incentivados e valorizados para que o estado de prontidão para a mudança esteja sempre em prioridade em nossas vidas. Para uns pode ser que o fator saúde seja motivo real de mudança, mas para outros pode ser que a inclusão social acreditada pela perda de peso, seja fator mais relevante, ou até mesmo o fato de agradar alguém ou a si mesmo seja um motivo mais importante, dentre outros que lhe façam se manter em um estilo de vida mais saudável.

Mesmo depois da descoberta de tantos tipo de dietas diferentes, do desenvolvimento de vários remédios para emagrecimento, do uso de  diversas técnicas cirúrgicas para redução de estômago ou disarbsorçāo de nutrientes, dentre outros métodos para controle de peso, ainda nāo se conseguiu a fórmula mágica para resolver a obesidade , que segue aumentando e as pessoas seguem acreditando que a questão está apenas nos alimentos e nāo no trabalho de suas próprias questões emocionais.

Talvez o que esteja faltando no contexto saudável, seja considerar de forma real a definição de saúde pela OMS, que afirma ser um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não, simplesmente, a ausência de doenças ou enfermidades. Tendo em vista também a necessidade de uma educação nutricional correta e baseada em evidência científica, ao contrário do que muitas redes sociais disseminam, o que é fundamental para que os indivíduos resgatem sua autonomia de escolhas alimentares englobando o que é nutricionalmente mais adequado somado com suas vontades gustativas e honra aos sinais do seu próprio corpo.

Concluindo

Diante de todas essas situações o terapeuta nutricional (TN) pode contribuir através do aconselhamento nutricional (AC), orientando e guiando, além de construir de maneira conjunta com o paciente as escolhas alimentares, de forma menos impositiva e mais respeitosa aliada às necessidades nutricionais de acordo com a realidade de cada um. O vínculo entre o profissional e o paciente é imprescindível para que haja a confiança de envolver a história alimentar  no contexto dos pensamentos e percepções que envolvem o comer, afim de potencializar o recursos pessoais de autocuidado para melhorar a relação das pessoas com a comida, nāo considerarando apenas o valor biológico dos alimentos para o nosso corpo, uma vez que a comida , além de nutrir, também tem o papel de conforto, cuidado e prazer.

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